Employer Branding: porque as empresas precisam conquistar talento como conquistam clientes

Employer Branding: porque as empresas precisam conquistar talento como conquistam clientes

O employer branding tornou-se uma prioridade estratégica para empresas que querem atrair, envolver e reter talento num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Durante muito tempo, muitas organizações investiram sobretudo na conquista de clientes: estudaram públicos, criaram propostas de valor, desenvolveram campanhas, trabalharam reputação e comunicaram benefícios de forma consistente. Hoje, precisam de aplicar a mesma lógica ao talento.

Os candidatos também pesquisam, comparam, avaliam, questionam e decidem. Antes de responderem a uma vaga, muitos procuram informação sobre a cultura da empresa, liderança, benefícios, equilíbrio, oportunidades de desenvolvimento, reputação e experiências de colaboradores. Ou seja, o processo de atração de talento é cada vez mais parecido com uma jornada de cliente.

A marca empregadora já não é apenas aquilo que a empresa diz sobre si própria. É aquilo que candidatos, colaboradores, antigos colaboradores e o mercado percecionam sobre a organização enquanto local para trabalhar.

A Deloitte, no relatório Global Human Capital Trends 2025, destaca que as tendências de força de trabalho, talento, cultura e tecnologia estão a mudar profundamente a forma como as organizações trabalham e gerem pessoas. O relatório levanta precisamente a necessidade de repensar a proposta de valor ao colaborador num contexto marcado pela Inteligência Artificial e por novas expectativas dos trabalhadores.

O que é employer branding?

Employer branding é a gestão estratégica da reputação de uma empresa enquanto empregadora. Envolve a forma como a organização é percecionada por candidatos, colaboradores atuais, antigos colaboradores, parceiros e pelo mercado de talento.

Esta reputação é construída através de vários elementos:

  • Cultura organizacional;
  • Valores reais da empresa;
  • Estilo de liderança;
  • Experiência do colaborador;
  • Comunicação interna;
  • Comunicação externa;
  • Processos de recrutamento;
  • Oportunidades de carreira;
  • Benefícios e condições de trabalho;
  • Políticas de diversidade e inclusão;
  • Equilíbrio entre vida profissional e pessoal;
  • Testemunhos e experiências partilhadas por colaboradores.

O employer branding não se resume a publicar conteúdos bonitos nas redes sociais ou criar campanhas de recrutamento apelativas. Uma marca empregadora forte nasce da coerência entre o que a empresa promete e o que as pessoas vivem no dia a dia.

Porque as empresas precisam conquistar talento como conquistam clientes?

A competição por talento obriga as empresas a pensar nos candidatos como audiências estratégicas. Tal como os clientes, os profissionais querem perceber porque devem escolher uma marca em vez de outra. Querem uma proposta clara, uma experiência consistente e sinais de confiança.

Uma empresa que investe em marketing para vender os seus produtos, mas não investe em employer branding para atrair talento, pode enfrentar dificuldades em contratar os profissionais certos, especialmente em áreas com maior escassez de competências.

Tal como acontece com clientes, a decisão do talento é influenciada por:

  • Reputação;
  • Clareza da proposta de valor;
  • Experiência no primeiro contacto;
  • Confiança na comunicação;
  • Prova social;
  • Relevância da mensagem;
  • Diferenciação face à concorrência;
  • Coerência entre promessa e experiência.

A Blu Ivy Group defende que, em 2025, o employer branding deixou de ser apenas uma ferramenta de recrutamento para se tornar um motor de alinhamento cultural, engagement, reputação e crescimento do negócio.

A marca empregadora existe mesmo quando a empresa não a gere

Todas as empresas têm uma marca empregadora, mesmo que nunca tenham definido uma estratégia formal. A diferença é que algumas marcas são geridas de forma intencional, enquanto outras são moldadas apenas por rumores, experiências negativas, avaliações online, entrevistas mal conduzidas ou comunicação inconsistente.

Quando uma empresa não gere a sua marca empregadora, o mercado gere-a por ela.

Isto significa que candidatos podem formar opinião através de:

  • Comentários de antigos colaboradores;
  • Avaliações em plataformas externas;
  • Publicações nas redes sociais;
  • Experiências de recrutamento;
  • Notícias sobre a empresa;
  • Interações com colaboradores;
  • Comunicação institucional;
  • Reputação dos líderes;
  • Perceção sobre cultura e valores.

Por isso, employer branding não é uma opção estética. É uma necessidade estratégica para controlar, alinhar e fortalecer a narrativa da organização enquanto empregadora.

Employer branding e atração de talento

A atração de talento não começa quando uma vaga é publicada. Começa muito antes, quando potenciais candidatos entram em contacto com a empresa, seguem a marca nas redes sociais, leem conteúdos, ouvem falar da cultura ou interagem com colaboradores.

Uma estratégia de employer branding bem estruturada ajuda a:

  • Aumentar notoriedade junto dos perfis certos;
  • Diferenciar a empresa no mercado de talento;
  • Atrair candidatos alinhados com a cultura;
  • Reduzir dependência de recrutamento reativo;
  • Melhorar a qualidade das candidaturas;
  • Aumentar confiança no processo de seleção;
  • Reforçar reputação como empregador;
  • Comunicar oportunidades de desenvolvimento;
  • Tornar a proposta de valor mais clara.

A comunicação deve ser pensada para os diferentes momentos da jornada do candidato: descoberta, consideração, candidatura, entrevista, decisão e onboarding.

Employer branding e retenção de talento

Uma marca empregadora forte não serve apenas para atrair candidatos. Serve também para reter colaboradores. Se a empresa comunica uma proposta de valor, mas a experiência interna não corresponde, a retenção será prejudicada.

A retenção depende da coerência entre promessa e realidade. Se a empresa promete flexibilidade, mas penaliza quem usa essa flexibilidade, a confiança diminui. Se promete desenvolvimento, mas não oferece oportunidades reais de aprendizagem, o colaborador pode sentir desalinhamento. Se comunica cultura colaborativa, mas a liderança promove competição interna, a marca empregadora perde credibilidade.

Employer branding eficaz implica trabalhar a experiência completa do colaborador:

  • Recrutamento;
  • Onboarding;
  • Integração cultural;
  • Comunicação interna;
  • Liderança;
  • Formação;
  • Avaliação de desempenho;
  • Reconhecimento;
  • Progressão;
  • Mobilidade interna;
  • Saída da organização.

Uma marca empregadora forte deve ser vivida internamente antes de ser comunicada externamente.

Employee Value Proposition: a base da marca empregadora

A Employee Value Proposition, ou EVP, é a proposta de valor ao colaborador. Responde à pergunta: porque deve uma pessoa escolher trabalhar nesta empresa e permanecer nela?

Uma EVP sólida deve combinar aquilo que a empresa oferece com aquilo que o talento valoriza e aquilo que diferencia a organização face a concorrentes.

Pode incluir dimensões como:

  • Propósito;
  • Cultura;
  • Liderança;
  • Desenvolvimento de carreira;
  • Formação;
  • Flexibilidade;
  • Reconhecimento;
  • Remuneração e benefícios;
  • Ambiente de trabalho;
  • Projetos desafiantes;
  • Impacto social;
  • Segurança psicológica;
  • Diversidade e inclusão;
  • Inovação;
  • Equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

A EVP não deve ser genérica. Frases como “ambiente jovem e dinâmico” ou “valorizamos as pessoas” têm pouco impacto se não forem acompanhadas por provas concretas.

A Formação em Employer Branding do CRIAP Business inclui a Employee Value Proposition no plano de formação, reforçando a importância de trabalhar esta proposta como base da estratégia de marca empregadora.

Talento também tem jornada: da descoberta à permanência

Tal como existe uma jornada do cliente, existe uma jornada do talento. Esta jornada inclui todos os pontos de contacto entre a pessoa e a empresa.

  1. Descoberta

O talento toma conhecimento da empresa através de redes sociais, eventos, conteúdos, recomendações, anúncios, notícias ou colaboradores.

  1. Consideração

A pessoa começa a avaliar se a organização pode ser uma boa opção profissional. Procura informação sobre cultura, oportunidades, liderança e reputação.

  1. Candidatura

O processo deve ser claro, simples e respeitador. Formulários longos, falta de resposta e comunicação vaga prejudicam a experiência.

  1. Seleção

A entrevista deve ser coerente com a marca empregadora. Se a empresa comunica empatia e transparência, o processo de recrutamento deve refletir esses valores.

  1. Onboarding

A integração confirma ou contradiz a promessa feita ao candidato. Um onboarding frágil pode comprometer a confiança desde o início.

  1. Experiência interna

A marca empregadora vive-se no dia a dia: nas reuniões, na liderança, no feedback, na carga de trabalho, na comunicação e nas oportunidades de crescimento.

  1. Alumni e saída

A forma como a empresa gere saídas também influencia reputação. Antigos colaboradores podem tornar-se embaixadores ou críticos da marca empregadora.

A reputação da marca empregadora como ativo estratégico

A reputação empregadora influencia diretamente a capacidade de atrair e reter profissionais. Em mercados competitivos, candidatos qualificados podem recusar propostas de empresas com má reputação, mesmo quando a remuneração é atrativa.

A reputação é construída através de consistência. Não basta comunicar benefícios. É necessário demonstrar práticas.

Alguns sinais que fortalecem a reputação empregadora incluem:

  • Testemunhos autênticos de colaboradores;
  • Liderança visível e coerente;
  • Conteúdos sobre cultura e desenvolvimento;
  • Comunicação transparente sobre desafios;
  • Processos de recrutamento respeitadores;
  • Resposta a feedback;
  • Provas de investimento em formação;
  • Práticas de inclusão;
  • Clareza sobre progressão;
  • Alinhamento entre comunicação interna e externa.

O CRIAP Business inclui a Reputação da Marca Empregadora como um dos módulos da Formação em Employer Branding, a par da Introdução ao Employer Branding, Objetivos e Estratégia, Employee Value Proposition e Employee Experience.

Employer branding interno e externo: duas faces da mesma estratégia

Uma estratégia de employer branding deve considerar duas dimensões complementares.

Employer branding externo

Foca-se na forma como a empresa é percecionada por candidatos e pelo mercado. Inclui:

  • Página de carreiras;
  • Redes sociais;
  • Campanhas de recrutamento;
  • Conteúdos sobre cultura;
  • Participação em eventos;
  • Relação com universidades;
  • Anúncios de emprego;
  • Testemunhos;
  • Presença em plataformas de avaliação.

Employer branding interno

Foca-se na experiência dos colaboradores atuais. Inclui:

  • Comunicação interna;
  • Liderança;
  • Reconhecimento;
  • Formação;
  • Bem-estar;
  • Desenvolvimento de carreira;
  • Gestão de desempenho;
  • Cultura organizacional;
  • Employee experience.

O erro mais comum é investir apenas no employer branding externo. Quando a comunicação para candidatos é forte, mas a experiência interna é fraca, a empresa atrai talento, mas não consegue retê-lo.

O papel dos colaboradores como embaixadores da marca

Os colaboradores são os embaixadores mais credíveis da marca empregadora. O que dizem, publicam, recomendam e partilham tem impacto na reputação da empresa.

No entanto, não se cria advocacy por decreto. Os colaboradores só recomendam a empresa de forma autêntica quando a experiência interna é positiva e coerente.

Para promover embaixadores internos, as empresas devem:

  • Criar boas experiências de trabalho;
  • Valorizar histórias reais;
  • Dar voz a diferentes perfis;
  • Reconhecer contributos;
  • Incentivar partilha voluntária;
  • Evitar comunicação artificial;
  • Formar líderes para serem exemplos da cultura;
  • Recolher feedback e agir sobre ele.

A autenticidade é essencial. Candidatos distinguem rapidamente comunicação real de comunicação excessivamente encenada.

Marketing e Recursos Humanos: uma parceria indispensável

Employer branding vive na interseção entre Recursos Humanos, Marketing e Comunicação. Os RH conhecem a experiência do colaborador, as necessidades de talento e os desafios de retenção. O Marketing domina segmentação, narrativa, canais, conteúdos e posicionamento.

Juntas, estas áreas podem construir estratégias mais eficazes.

A colaboração deve incluir:

  • Definição de personas de talento;
  • Desenvolvimento da EVP;
  • Estratégia de conteúdos;
  • Página de carreiras;
  • Campanhas de recrutamento;
  • Tom de voz da marca empregadora;
  • Calendário editorial;
  • Métricas de atração e engagement;
  • Comunicação interna e externa;
  • Gestão de reputação.

A Formação em Employer Branding do CRIAP Business refere que os colaboradores ficam habilitados para definir personas para o plano, analisar a atratividade da marca empregadora face a marcas concorrentes de talento e implementar um plano de ação de atratividade interno ou externo.

Personas de talento: comunicar para quem a empresa quer atrair

Tal como no marketing de clientes, employer branding precisa de segmentação. Uma empresa não deve comunicar da mesma forma para todos os perfis.

As personas de talento ajudam a compreender:

  • Que perfis a empresa quer atrair;
  • O que valorizam;
  • Que dúvidas têm;
  • Que canais usam;
  • Que tipo de conteúdos consomem;
  • Que fatores influenciam a decisão;
  • Que objeções podem ter;
  • Que concorrentes também os procuram.

Exemplos de personas podem incluir:

  • Jovens profissionais em início de carreira;
  • Gestores intermédios;
  • Perfis tecnológicos;
  • Profissionais comerciais;
  • Técnicos especializados;
  • Talento sénior;
  • Profissionais em transição de carreira.

A definição de personas evita comunicação genérica e torna a estratégia de employer branding mais relevante.

Concorrentes de talento: a competição vai além do setor

Uma empresa não concorre apenas com organizações do mesmo setor. Concorre com qualquer empregador que procure os mesmos perfis profissionais.

Por exemplo, uma empresa industrial pode concorrer com consultoras, empresas tecnológicas, retalho especializado ou entidades públicas, se todas procurarem perfis de gestão, dados, engenharia, marketing ou recursos humanos.

Analisar concorrentes de talento implica observar:

  • Que proposta de valor comunicam;
  • Que benefícios destacam;
  • Como apresentam cultura;
  • Que canais utilizam;
  • Que linguagem usam;
  • Que conteúdos geram mais interação;
  • Que reputação têm;
  • Como estruturam vagas;
  • Que experiências comunicam.

Esta análise permite identificar diferenciação e oportunidades de posicionamento.

Conteúdos de employer branding: o que comunicar?

Uma estratégia de employer branding precisa de conteúdos consistentes. Estes conteúdos devem mostrar a realidade da empresa, não apenas vender uma imagem idealizada.

Exemplos de conteúdos úteis incluem:

  • Histórias de colaboradores;
  • Bastidores de projetos;
  • Testemunhos de liderança;
  • Percursos de carreira;
  • Iniciativas de formação;
  • Programas de onboarding;
  • Projetos de inovação;
  • Ações de diversidade e inclusão;
  • Práticas de bem-estar;
  • Reconhecimento de equipas;
  • Cultura de feedback;
  • Impacto social;
  • Eventos internos;
  • Explicação do processo de recrutamento.

O objetivo é ajudar o talento a responder a uma pergunta: “Consigo imaginar-me a trabalhar aqui?”

Employee experience: a prova da marca empregadora

A employee experience é a experiência real do colaborador dentro da organização. É a prova viva da marca empregadora.

Inclui tudo o que o colaborador vive:

  • Como é recebido;
  • Como é liderado;
  • Como recebe feedback;
  • Como aprende;
  • Como cresce;
  • Como é reconhecido;
  • Como participa em decisões;
  • Como é tratado em momentos difíceis;
  • Como comunica com equipas;
  • Como sente a cultura.

A Formação em Employer Branding do CRIAP Business inclui Employee Experience como módulo, reforçando que a marca empregadora não pode ser dissociada da experiência interna.

Employer branding e confiança

A confiança tornou-se um dos elementos centrais da relação entre empresas e talento. Candidatos e colaboradores estão mais atentos a incoerências entre discurso e prática.

Prometer flexibilidade, mas exigir disponibilidade permanente, prejudica confiança. Prometer diversidade, mas ter lideranças homogéneas, prejudica confiança. Prometer desenvolvimento, mas não investir em formação, prejudica confiança.

Uma marca empregadora forte deve ser:

  • Clara;
  • Coerente;
  • Autêntica;
  • Comprovável;
  • Relevante;
  • Diferenciadora;
  • Sustentável.

A confiança constrói-se quando a empresa comunica com transparência e entrega aquilo que promete.

Employer branding e Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial está a mudar a forma como as empresas atraem talento, gerem candidaturas, personalizam comunicação e analisam dados de recrutamento. Pode apoiar criação de conteúdos, segmentação, análise de tendências e eficiência operacional.

No entanto, a IA também aumenta a necessidade de ética e transparência. A utilização de ferramentas automatizadas em recrutamento deve respeitar princípios de equidade, proteção de dados e supervisão humana.

A Deloitte sublinha, nas tendências de capital humano, a necessidade de repensar a proposta de valor num mundo influenciado pela IA, bem como de equilibrar tecnologia, trabalho e desempenho humano.

No employer branding, isto significa que a empresa deve comunicar não apenas que usa tecnologia, mas como prepara as pessoas para trabalhar com ela, que competências desenvolve e como protege a dimensão humana do trabalho.

Como criar uma estratégia de employer branding?

Uma estratégia de employer branding deve ser estruturada, mensurável e alinhada com a realidade da empresa.

  1. Diagnosticar a marca empregadora atual

O primeiro passo é perceber como a empresa é vista hoje. Isto pode incluir:

  • Inquéritos internos;
  • Entrevistas com colaboradores;
  • Entrevistas de saída;
  • Feedback de candidatos;
  • Análise de reviews externas;
  • Análise de redes sociais;
  • Benchmark de concorrentes;
  • Avaliação da página de carreiras;
  • Revisão de anúncios de emprego.

O diagnóstico deve identificar forças, fragilidades e perceções do mercado.

  1. Definir objetivos

A estratégia pode ter diferentes objetivos:

  • Aumentar candidaturas qualificadas;
  • Reduzir tempo de contratação;
  • Melhorar retenção;
  • Aumentar notoriedade junto de perfis específicos;
  • Reforçar reputação;
  • Comunicar cultura;
  • Melhorar experiência do candidato;
  • Aumentar engagement interno;
  • Apoiar transformação cultural.

Objetivos claros permitem definir métricas adequadas.

  1. Definir personas de talento

A empresa deve identificar os perfis prioritários e compreender as suas motivações, canais e critérios de decisão.

  1. Construir a EVP

A proposta de valor deve ser clara, diferenciadora e sustentada em evidências reais. Deve responder ao que a empresa oferece e ao que espera em troca.

  1. Criar mensagens-chave

As mensagens devem refletir a EVP e adaptar-se aos diferentes públicos. Devem evitar promessas genéricas e destacar provas concretas.

  1. Escolher canais

Os canais podem incluir:

  • LinkedIn;
  • Instagram;
  • Página de carreiras;
  • Blog;
  • Newsletter;
  • Eventos;
  • Feiras de emprego;
  • Universidades;
  • Plataformas de recrutamento;
  • Comunidades profissionais;
  • Comunicação interna;
  • Vídeos e testemunhos.
  1. Ativar colaboradores como embaixadores

A estratégia deve envolver pessoas reais e histórias autênticas, respeitando sempre consentimento e privacidade.

  1. Medir resultados

Employer branding deve ser acompanhado por indicadores. Caso contrário, torna-se difícil demonstrar impacto.

Métricas de employer branding

Alguns indicadores úteis incluem:

  • Número de candidaturas qualificadas;
  • Origem das candidaturas;
  • Taxa de conversão de visitantes da página de carreiras;
  • Tempo médio de contratação;
  • Taxa de aceitação de propostas;
  • Qualidade da contratação;
  • Retenção nos primeiros 6 ou 12 meses;
  • Engagement dos colaboradores;
  • eNPS;
  • Alcance e interação com conteúdos de employer branding;
  • Feedback de candidatos;
  • Reputação em plataformas externas;
  • Participação de colaboradores em iniciativas de advocacy;
  • Perceção da marca empregadora em estudos internos.

As métricas devem ser ligadas aos objetivos. Uma campanha de notoriedade, por exemplo, não deve ser avaliada apenas por contratações imediatas.

Erros comuns em employer branding

Muitas empresas investem em employer branding, mas falham por falta de coerência ou estratégia.

Erros frequentes incluem:

  • Comunicar uma cultura que não existe;
  • Focar apenas recrutamento e esquecer retenção;
  • Criar campanhas sem diagnóstico;
  • Não envolver colaboradores;
  • Usar mensagens genéricas;
  • Ignorar feedback negativo;
  • Não alinhar RH e Marketing;
  • Não medir resultados;
  • Prometer benefícios sem sustentação;
  • Não preparar lideranças como embaixadoras;
  • Tratar employer branding como projeto pontual;
  • Não adaptar comunicação a personas diferentes.

O employer branding deve ser contínuo. Não é uma campanha isolada para preencher vagas urgentes.

Employer branding em PME: por onde começar?

Employer branding não é exclusivo de grandes empresas. Pequenas e médias empresas também precisam de atrair e reter talento, muitas vezes competindo com marcas mais conhecidas.

Para PME, o ponto de partida pode ser simples:

  • Clarificar proposta de valor;
  • Melhorar anúncios de emprego;
  • Criar uma página de carreiras mais clara;
  • Partilhar histórias reais de colaboradores;
  • Melhorar o processo de candidatura;
  • Recolher feedback de candidatos;
  • Comunicar oportunidades de crescimento;
  • Mostrar cultura de forma autêntica;
  • Envolver liderança;
  • Medir indicadores básicos.

A vantagem das PME pode estar na proximidade, agilidade, impacto individual, aprendizagem transversal e relações mais diretas. O importante é transformar estes pontos em mensagens claras e provas reais.

O papel das lideranças na marca empregadora

Lideranças são parte central da marca empregadora. Muitos colaboradores não vivem a empresa de forma abstrata. Vivem a relação diária com os seus líderes.

Uma empresa pode ter uma EVP bem definida, mas se as lideranças não a praticarem, a experiência interna será incoerente.

Líderes contribuem para a marca empregadora quando:

  • Comunicam com clareza;
  • Dão feedback;
  • Reconhecem contributos;
  • Desenvolvem talento;
  • Promovem inclusão;
  • Respeitam limites;
  • Acompanham equipas;
  • Representam a cultura;
  • Agem com coerência.

A marca empregadora não se constrói apenas na comunicação. Constrói-se no comportamento diário da liderança.

Formação em Employer Branding: capacitar equipas para atrair e reter talento

Para empresas que pretendem desenvolver uma estratégia estruturada de marca empregadora, a Formação em Employer Branding, do CRIAP Business, apresenta uma resposta alinhada com os desafios atuais de atração, gestão e retenção de talento.

De acordo com a página oficial, esta formação permite que as equipas adquiram conhecimentos especializados na temática da atratividade interna e externa da marca empregadora. A formação capacita os participantes para dominar uma área ainda recente em Portugal, mas fundamental para o crescimento sustentável das organizações, permitindo criar novas metodologias de gestão e retenção de talento.

A formação destina-se a empresas de todas as áreas e setores de atividade que pretendam capacitar equipas e colaboradores com novas metodologias de atração, gestão e retenção de talento.

Entre as competências desenvolvidas, os colaboradores ficam habilitados para:

  • Delinear uma estratégia de Employer Branding;
  • Definir personas para o plano;
  • Analisar a atratividade da marca empregadora face a marcas concorrentes de talento;
  • Implementar um plano de ação de atratividade interno ou externo.

O plano de formação inclui módulos como:

  • Introdução ao Employer Branding;
  • Objetivos e Estratégia;
  • Employee Value Proposition;
  • Reputação da Marca Empregadora;
  • Employee Experience.

Sendo uma solução à medida, o CRIAP Business apoia a definição de um plano de formação adaptado às necessidades da empresa e das suas equipas.

Conclusão

O employer branding tornou-se essencial porque as empresas já não escolhem talento sozinhas. O talento também escolhe empresas. E, tal como os clientes, os candidatos e colaboradores avaliam reputação, proposta de valor, experiência, coerência e confiança antes de se comprometerem.

Conquistar talento como se conquistam clientes significa compreender a jornada do candidato e do colaborador, definir personas, construir uma EVP autêntica, comunicar com clareza e garantir que a experiência interna confirma a promessa feita ao mercado.

Num contexto de maior competição por competências, transformação digital e novas expectativas profissionais, a marca empregadora é um ativo estratégico. Empresas que a gerem de forma intencional estarão melhor preparadas para atrair talento qualificado, reforçar retenção e construir culturas mais coerentes e sustentáveis.

Para capacitar as suas equipas nesta área, conheça a Formação em Employer Branding do CRIAP Business e desenvolva competências práticas para criar uma estratégia de marca empregadora, definir personas, trabalhar a proposta de valor e implementar planos de atratividade internos e externos.